Após ataque em Las Vegas, guitarrista muda de opinião sobre a segunda emenda

Um atirador, identificado como Stephen Paddock, de 64 anos, abriu fogo contra milhares de pessoas que curtiam o festival de música country Route 91 em Las Vegas, nos Estados Unidos, na madrugada desta segunda-feira (2), deixando 58 mortos e mais de 500 feridos, segundo a polícia.

Esse fato por si só já foi o bastante para ser um choque em todo o mundo. Conforme foram surgindo informações sobre o autor dos disparos, mais dúvidas sobre a motivação do massacre apareceram. O Estado Islâmico reivindicou a sua autoria, mas não apenas a família do suspeito, já encontrado morto pelos policiais em um quarto do 32º andar do cassino Mandalay Bay, afirmou desconhecer qualquer afiliação religiosa da parte dele, como também o FBI negou uma conexão entre ele e o grupo terrorista. No cômodo de Stephen, havia mais de dez armas. Com isso, ainda não há um motivo concreto que ajude a elucidar as razões que levaram o aposentado a cometer tal atrocidade.

Em decorrência deste que foi o ataque armado com maior número de vítimas nos Estados Unidos, o guitarrista do conjunto Josh Abbott Band mudou sua opinião a respeito da segunda emenda à constituição americana. Caleb Keeter escreveu em seu perfil do Twitter que defendeu o direito ao porte de armas durante toda sua vida – até este momento. “Eu não consigo expressar o quanto estava errado”, disse o músico.

 

Keeter contou que integrantes da equipe técnica da banda possuem licenças para possuirem armas, inclusive algumas delas estavam no ônibus deles. “Elas foram inúteis”, registrou o guitarrista na rede social. A conclusão a que ele chegou é a necessidade de um controle de armas nos Estados Unidos com urgência.

O músico explicou em sua publicação que ninguém da equipe técnica podia acessar suas armas para não confundir os agentes, que poderiam pensar que fizessem parte do ataque e os atingissem por medida preventiva. “Meu maior arrependimento é, teimosamente, não ter percebido isso até eu e meus irmãos de estrada sermos ameaçados”, confessou.

“Escrever adeus aos meus pais e ao amor da minha vida ontem à noite e meu testamento vital porque senti que não sobreviveria no decorrer da noite foi o suficiente para eu perceber que isso está completa e totalmente fora de controle. Esses disparos foram poderosos o bastante para que os caras da minha equipe técnica, estando próximos a uma vítima baleada por este covarde da porra, ficassem com ferimentos por estilhaços”, frisou Keeter.

Considero como nobre a reação do guitarrista ao reconhecer seu erro e admitir, publicamente, que mudou de lado sobre as vendas de armas nos Estados Unidos, que é um sério problema, apontado por muitos já há algum tempo. A tragédia de Las Vegas marcou a história americana, mas ao menos serviu para abrir os olhos para uma possível mudança. Não vejo, contudo, essa possibilidade acontecendo ainda durante o mandato do presidente Donald Trump, mas vejo a retomada do debate como algo minimamente positivo a partir de uma barbárie tão devastadora. Minhas orações estão com as vítimas e suas famílias.

Em outro post, vale destacar, o músico salientou que “não viverá com medo de ninguém”. E assim todos devemos seguir, independentemente de onde ocorreu o massacre. A dor humana é compartilhada entre todos que sentem empatia.

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